Thursday, 20 de January de 2022

Vale faz suspensão de operações em Brucutu e em Brumadinho

A mineradora Vale suspendeu as operações da barragem de Brucutu e da mina de Brumadinho, após decisão da Semad acerca dos projetos

A mineradora Vale suspendeu as operações da barragem de Brucutu e da mina de Brumadinho, após decisão da Semad acerca dos projetos

Após muitas críticas dos moradores locais e a visibilidade da tragédia, a mineradora Vale suspendeu as operações na barragem de Brucutu e da mina de Brumadinho, após decisão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) pela suspensão da Autorização Provisória para Operar (APO) e da Licença de Operação (LO). A empresa também se pronunciou acerca da suspensão das licenças que ocorreu recentemente e até nessa quarta-feira, (29/12), ainda prevalece.

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Semad suspende licenças para operação da Vale na barragem de Brucutu e na mina de Brumadinho

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) aprovou a suspensão da Autorização Provisória para Operar (APO) e da Licença de Operação (LO) das operações da Vale na barragem de Laranjeiras, na Mina de Brucutu (localizada a cerca de 100 quilômetros de Belo Horizonte), e da Mina de Jangada, que fica na mesma área da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, e a empresa acabou acatando a decisão da secretaria.

A Semad comentou acerca da decisão da suspensão das licenças em uma nota recente e afirmou que “Cabe ao empreendedor o dever de manter as medidas de controle ambiental a fim de garantir a qualidade ambiental referente ao empreendimento. Quanto à questão da segurança e estabilidade das barragens, o empreendedor deverá observar as diretrizes determinadas pela Política Nacional de Segurança de Barragens, junto à Agência Nacional de Mineração”.

A decisão da Semad é pautada no acontecimento da Mina da Jangada, que é contígua ao empreendimento Córrego do Feijão, em Brumadinho, no qual houve o rompimento de uma barragem no dia 25 de janeiro e que resultou na morte de 150 pessoas e 182 desaparecidos. Agora, a Vale irá continuar com os processos para uma maior fiscalização nas operações para que ela possa voltar à ativa.

Vale se pronuncia em relação à suspensão das operações e ao pronunciamento da Semad

A Vale se pronunciou em uma nota recente, após a divulgação da suspensão das operações, e afirmou que as duas minas têm atos autorizativos distintos, indo em contramão ao que havia sido destacado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad). A empresa também destacou que a Mina da Jangada já não estava em funcionamento desde a paralisação da operação da Mina Córrego de Feijão.

Em parte da nota de pronunciamento divulgada durante a última quarta-feira, a Vale afirmou que “A barragem de Laranjeiras foi construída pelo método de construção convencional e possui atestado de estabilidade vigente. A Vale entende, assim, que não existe fundamento técnico e/ou jurídico ou avaliação de risco que justifique o cancelamento da APO”.

Além disso, a empresa deixou bem claro que irá adotar medidas judiciais cabíveis em relação à decisão da Semad e complementou destacando que “O cancelamento da APO tem um impacto estimado de aproximadamente 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, conforme informado no referido FR (fato relevante- comunicado ao mercado)”. O que resta à Vale agora é manter as operações suspensas até que novos rumos sejam dados aos processos de licitação dos projetos.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.