Thursday, 28 de October de 2021

Mudanças climáticas: setor de Mineração tem posicionamento divulgado pela IBRAM durante a EXPOSIBRAM 2021

Tentando promover a sustentabilidade no setor de mineração, mineradoras se reúnem com o IBRAM para contribuir com a redução dos resíduos gerados

Tentando promover a sustentabilidade no setor de mineração, mineradoras se reúnem com o IBRAM para contribuir com a redução dos resíduos gerados  

Ao longo dos últimos anos, a sociedade passou a olhar de forma diferente quando o assunto é mudanças climáticas. Preocupados com o que possa acontecer em um futuro próximo, muitos setores passaram a adotar práticas que visam a sustentabilidade. Nessa última quinta-feira, (07/10), foi realizado o encerramento da EXPOSIBRAM 2021, evento voltado para o setor mineral. Onde a IBRAM expôs um posicionamento acerca da prática de mineração sustentável. E assim, fazer com que o setor contribua de forma significativa para a Agenda de Mudança do Clima no Brasil.

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A mineração é um dos setores que mais afetam o meio ambiente através da geração de resíduos, principalmente quando esses são descartados de forma indevida em alguns locais. Pensando uma forma de evitar tais práticas, que possuem um impacto negativo para os seres humanos, é que as autoridades e a sociedade em geral vêm cobrando um posicionamento de como o setor irá agir para ajudar no combate as mudanças climáticas.

Durante o encerramento do evento, o diretor do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Wilson Brumer, exibiu o “Posicionamento da Mineração sobre a Agenda de Mudança do Clima no Brasil”. Onde trata-se de um documento que visa contribuir com o governo federal, nos dias em que a comitiva estiver participando em novembro, da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-26), em Glasgow, Escócia.

Visando uma credibilidade ainda maior, o Instituto contou com o apoio de diversas mineradoras que atuam no setor de mineração do Brasil, nas quais podemos citar a Vale e a Nexa. Dessa forma, o setor está se unindo com várias vertentes diferentes, para que possa explorar ao máximo, exercer a prática de sustentabilidade na mineração. No documento elaborado, a indústria mineral vem ressaltando que, para evitar a emissão de gases poluentes no setor, seria necessário um mercado de carbono robusto, que fosse regulado e creditício.

A importância do evento EXPOSIBRAM 2021 para ilustrar como as mineradoras podem adotar a sustentabilidade, para promover uma mineração que gere menos resíduos

Portanto, o posicionamento proferido durante a EXPOSIBRAM 2021, está totalmente de acordo com o proposto pela regulamentação do artigo 6 do Acordo de Paris. Tal acordo, confere uma abordagem sobre um mercado de carbono global. Mesmo antes de expor o posicionamento ao público que participou do evento, a IBRAM já havia se adiantado, e enviado o documento oficial para outros ministros.

Sendo assim, antes do pronunciamento sobre a possibilidade de uma mineração mais adepta à sustentabilidade, Bento Albuquerque, o ministro de Minas e Energia, Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente e ministro de Relações Exteriores, Carlos França, já haviam lido sobre o posicionamento. Segundo Flávio Penido, diretor-presidente do IBRAM, “este posicionamento é uma contribuição setorial para o governo, que solicitou o documento com a visão da indústria da mineração, para servir de subsídio à COP-26”.

Para muitos brasileiros, o setor mineral apenas usufrui da exploração, sem dar a devida importância para o meio ambiente. Esse fato é estimulado devido a ausência de práticas sustentáveis com os rejeitos da mineração, por exemplo, ou então, devido as tragédias nas barragens, em decorrência à prática de exploração. No entanto, a indústria de mineração também vem fazendo a sua parte, no qual visa destinar US$ 6 bilhões, em projetos para reduzir a emissão de carbono.

Leia AQUI: Posicionamento da Mineração sobre a Agenda de Mudança do Clima no Brasil

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.