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Demanda de minério de ferro é um problema e UBS faz alerta para a Mineradora Vale

agosto 11, 2022 às 5:45 pm
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Demanda de minério de ferro
Demanda de minério de ferro (Reprodução: divulgação)

Na última semana, a UBS divulgou um relatório com alertas para as mineradoras, especialmente a Vale, a maior companhia brasileira, sobre os riscos da demanda de minério de ferro projetada para o segundo semestre. Neste sentido, alguns dados das liberações alfandegárias apontam que os estoques de minério de ferro subiram pela sexta semana consecutiva.

Em nota, a UBS alertou que isso deve continuar acontecendo no segundo semestre, pois a demanda está enfraquecendo sazonalmente, e a oferta também aumentando, o que pressiona os preços, em situação semelhante ao segundo semestre de 2021. Dessa forma, ela também ressaltou que o mercado de minério de ferro continua equilibrado no curto prazo, por estar apoiado por interrupções no fornecimento global somado à fraqueza sazonal.

Além disso, o banco acredita que isso deve se reverter no segundo semestre devido a oferta de demanda de minério de ferro está aumentando agora. Atualmente, os preços do minério de ferro possuem risco de queda de US$110 por tonelada para US$100 por tonelada em 2023, seguindo por US$80 por tonelada em 2024 e US$75 por tonelada em 2025.

Embarques da Vale são afetados pela demanda de minério de ferro

Analistas do setor apontam que os embarques de minério de ferro da Vale tiveram queda de 21%, para 5,4 milhões de toneladas. Paralelamente, os embarques no acumulado do ano caíram 1%. Especificamente nos sistema de minério de ferro da Vale, os embarques dos sistemas Norte e Sul sofreram um aumento em julho, enquanto os embarques dos sistemas Sudeste caíram.

Situação da Vale chega ao fundo do poço

No segundo trimestre, a Vale atingiu o “fundo do poço” e deve apresentar resultados melhores daqui para frente, conforme o BTG Pactual (BPAC 11) Na avaliação da entidade, os resultados do segundo trimestre devem marcar destaque negativo de 2022 para a mineradora em diversas métricas.

Sendo assim, após uma reunião com Gustavo Pimenta, o Diretor Financeiro da Vale, os analistas do BTG estão otimistas com os planos da companhia para melhorar os seus resultados e, como consequência, toda a percepção do mercado.

Demanda de minério de ferro não atingiu somente o Brasil

No último mês de julho, os contratos futuros de minério de ferro nas bolsas de Daniel e Singapura caíram, por serem prejudicados por uma triste perspectiva para a demanda pelo ingrediente siderúrgico na China, onde muitas siderúrgicas estão sofrendo com perdas, o que reduz a sua produção.

Sendo assim, o último contrato de minério de ferro mais negociado na bolsa de commodities de Dalian da China encerreu as negociações em queda de 5,8%, cerca de 719,50 iunes (US$107,50) a tonelada, estendendo as perdas para uma terceira sessão, o que atingiu o seu menor nível desde 23 de junho.

Paralelamente, na Bolsa de Cingapura, o contrato para o mês de agosto caiu 4,8%, a US$109,16 a tonelada. Atualmente, as usinas da China, maior produtor global de aço, paralisaram diversos altos-fornos à medida que os estoques se acumulavam, logo após o enfraquecimento da demanda doméstica, ocasionado pelos lockdowns contra Covid-19 e pelo mau tempo no país.

Além disso, o que pesou foi a possibilidade de uma recessão global, juntamente com a medida da China para reduzir a produção de aço sob o plano de descarbonização. Dessa forma, diversas cidades do leste da China apertaram suas restrições contra o Covid-19 na última semana, conforme surgem novos aglomerados de casos de coronavírus, o que representa uma nova ameaça a recuperação econômica da China sob a rígida política de Covid-zero imposta pela governo.

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