Monday, 23 de May de 2022

Onix Mineração recebe licença do Codema para atividades em Minas Gerais, onde irá gerar mais de 100 vagas de emprego

O Codema concedeu à Onix Mineração a licença necessária para a exploração mineral do ferro na região de Jequitinhonha, em Minas Gerais, visando atrair novos empregos para o local

O Codema concedeu à Onix Mineração a licença necessária para a exploração mineral do ferro na região de Jequitinhonha, em Minas Gerais, visando atrair novos empregos para o local

Recentemente, o Conselho de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Codema) aprovou a solicitação da Onix Mineração para as atividades de exploração mineral do ferro na região de Jequitinhonha, Minas Gerais. Até essa terça-feira, (15/02), apesar do órgão visar a atração de novos empregos e o desenvolvimento da região, alguns representantes do setor da mineração e do segmento ambiental estão criticando a decisão em razão dos impactos ambientais que serão causados pela mineração na área.

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Codema concede aprovação de solicitação da Onix Mineração para a exploração mineral do ferro na região de Jequitinhonha, Minas Gerais 

A companhia Onix Mineração já vinha desde o mês de novembro de 2021 buscando conseguir a aprovação para o seu projeto de exploração mineral na região de Jequitinhonha, Minas Gerais. No entanto, somente durante esta semana o Conselho de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Codema) aprovou o  pedido da empresa  para atuar na cidade do Serro, situada na região do no Vale do Jequitinhonha de Minas Gerais, com atividades de mineração voltadas para a exploração de ferro. 

O Projeto Céu Aberto tem como objetivo principal retirar 300 mil toneladas de minério de ferro ao ano, usará uma área de quase 400 hectares. Além disso, a empresa pretende criar 100 empregos diretos durante as fases de implantação do empreendimento, um dos pontos que levou o Codema a aprovar a solicitação. Apesar disso, ainda há muitas discussões sobre os impactos ambientais que o projeto trará para o local e a Comissão de Direitos Humanos da casa solicitou ao Codema a não aprovação do pedido da mineradora sem antes debater em uma audiência pública. 

Assim, a Onix Mineração tentou se justificar em relação aos impactos ambientais e destacou que o’Projeto Céu Aberto não vai ocorrer em uma área de 400 hectares, englobando uma uma área pelo menos 30 (trinta) vezes menor que os 400 hectares informados, e não possuirá pilha de rejeito, além de não utilizar água no beneficiamento, não demandando a construção de barragens. Apesar da solicitação da Comissão de Direitos Humanos, o Codema ainda aprovou o projeto, mas irá realizar uma discussão pública sobre os impactos ambientais na próxima segunda-feira.

Comissão dos Direitos Humanos se posiciona contra a aprovação da exploração mineral de ferro na região de Jequitinhonha

O principal conflito que está acontecendo atualmente em relação ao projeto de exploração do ferro da Onix Mineradora é a questão dos impactos ambientais que ele trará à região. Assim, a Comissão dos Direitos Humanos continua buscando debater essa questão, além de como essa operação irá impactar os moradores da região durante a exploração mineral.

Assim, a deputada Leninha (PT), que é vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos detalhou os impactos ambientais que serão causados e destacou que “O grupo de estudos de temáticas ambientais da UFMG já apresentou inclusive um estudo que nos diz claramente que não é possível identificar quais são os danos que o projeto pode causar. Faltam inúmeras informações sobre a localização do empreendimento, a manutenção da pilha de rejeitos, o uso da água, a emissão de partículas e sobre os impactos das comunidades locais. Além dos indicativos de do empreendimento que fere a legislação municipal, o que está previsto no plano diretor de Serro”.

A prefeitura de Serro confirmou a aprovação do projeto e a Onix Mineração afirmou que o empreendimento está em conformidade com toda a legislação ambiental vigente em MG, e foram elaborados seguindo as determinações do Termo de Referência da Secretaria de Estado de Meio Ambiente Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), mas ainda aguardam a audiência pública da segunda-feira.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.