Friday, 03 de December de 2021

Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) fecha parceria com a Battery Streak para fabricar baterias de íons de lítio usando nióbio

CBMM adquiri 20% de startup americana para impulsionar o uso e produção de baterias e outros equipamentos com nióbio

CBMM adquiri 20% de startup americana para impulsionar o uso e produção de baterias e outros equipamentos com nióbio

Nessa última segunda-feira, (25/10), a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração – CBMM revelou que adquiriu 20% da Battery Streak, uma startup norte-americana. A Companhia é considerada uma das líderes mundiais quando o assunto é a produção e a comercialização de produtos confeccionados a partir do nióbio. Com o pensamento no futuro, a CBMM decidiu fazer esse investimento, para que dentro de um certo período de tempo, possa desenvolver materiais para baterias, drones e equipamentos eletrônicos.

Confira outros artigos interessantes:

Saiba tudo sobre mineração e sua indústria no Brasil

Mercedes-Benz anuncia lançamento de caminhão voltado para as áreas de construção e mineração

Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração visa em inovação e adquire porcentagem da Battery Streak para investir em produtos produzidos com nióbio

A partir do momento em que uma empresa percebe que o mercado está favorável, a tendência é que mais investimentos sejam realizados, para que exista um retorno financeiro daquilo que fora investido. Dessa forma, a questão primordial da CBMM é a produção de baterias, drones e outros equipamentos eletrônicos, utilizando o nióbio. Assim, a aquisição de uma porção da Battery Streak pode render, em um futuro próximo, bons frutos.

Entretanto, essa não é a primeira vez que a companhia investe em startup. Desde 2019, CBMM tem dedicado a buscar projetos que sejam inovadores e que estejam ligados com a megatendência da eletricidade. Assim, até o momento, todas as startups que possuem ligação direta com a companhia de mineração, usam nióbio no desenvolvimento de seus produtos.

De acordo com o gerente de Estratégia e Novos Negócios da CBMM, Rodrigo Amado, “este investimento estratégico é parte do plano de novos negócios da CBMM, que visa acelerar inovação em materiais para baterias de lítio, segmento muito promissor e que deve representar 25% da receita da companhia em 2030”. Em relação nova parceria, o presidente da Battery Streak, David Grant, revela que, “estamos honrados e entusiasmados com o apoio da CBMM em concretizar nossa visão compartilhada de um futuro alimentado por baterias. Essa parceria vai permitir maior rapidez e eficiência para alcançar nossos objetivos”.

Conheça um pouco mais sobre a Battery Streak e como a parceria com a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração poderá ser benéfica para ambas as partes

A startup Battery Streak, ou BSI, surgiu em meados de 2017, com intuito de iniciar as vendas de baterias confeccionadas com íons de lítio. Tais baterias conseguem carregar em um curto período, o equivalente à 10 minutos. Em sua confecção, são usados materiais patenteados da própria startup, que diferente das baterias convencionais, possuem uma durabilidade maior, além de conseguir ultrapassar os desafios térmicos impostos.

Para fabricar suas baterias de íons de lítio, a BSI faz uso de óxido de nióbio nanoestruturado, como por exemplo, o ânodo. Os produtos provenientes da parceria entre a startup e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração estão previstos para serem lançados somente em 2023. Até o momento, somente a aquisição fora anunciada, mas sem a menção de valores.

Segundo Rodrigo Amado, “estamos atuando de forma intensa com grandes parceiros para oferecer ao mercado, principalmente para o setor automotivo, baterias com características exclusivas de recarga ultrarrápida, em menos de 10 minutos, e que contam com maior estabilidade, segurança e vida útil. A Battery Streak está totalmente alinhada com esse objetivo e nos permitirá dar um passo importante, inclusive com aplicações além do mercado de mobilidade”.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.