Monday, 23 de May de 2022

CBPM afirma que mineração na Bahia pode explorar a produção de fertilizantes, com foco nos minérios de potássio e fosfato

A CBPM fez alguns comentários sobre o potencial da Bahia em relação à exploração dos minérios de potássio e fosfato e afirmou que a mineração no estado tem bastante capacidade para a produção de fertilizantes

A CBPM fez alguns comentários sobre o potencial da Bahia em relação à exploração dos minérios de potássio e fosfato e afirmou que a mineração no estado tem bastante capacidade para a produção de fertilizantes

Com o déficit de fertilizantes no território nacional causado pela guerra entre a Ucrânia e a Rússia, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), comentou nesta última terça-feira, (15/03), sobre o potencial da Bahia em relação à mineração de fosfato e potássio, minérios essenciais na produção de fertilizantes, o que poderia ser uma solução viável para o momento atual.

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Com o conflito entre Ucrânia e Rússia, territórios baianos atraem olhares para exploração de potássio. Fonte: Youtube

Presença de fosfato e potássio na Bahia pode amenizar os impactos da crise dos fertilizantes, segundo a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral 

O momento atual do mercado internacional está bastante tenso em razão dos conflitos entre a Ucrânia e a Rússia e, devido a essa situação, está havendo um grande déficit no abastecimento de fertilizantes no Brasil, uma vez que a Rússia é a maior exportadora do produto para o território nacional. Assim, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) comentou sobre o que poderia ser feito para amenizar essa situação e destacou que a Bahia possui um alto potencial para a mineração envolvendo o fosfato e o potássio, minérios essenciais na produção dos fertilizantes. 

Somente no estado da Bahia, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), possui atualmente cinco projetos relacionados à pesquisa do fosfato, que é a base de um dos principais fertilizantes de origem mineral. Além disso, os números brasileiros em relação à mineração envolvendo essas substâncias ainda podem crescer bastante, uma vez que o país contou com um volume produzido de cerca de 1,8 milhões de toneladas de fosfato e apenas 210 mil toneladas em 2021 em relação ao potássio.

A CBPM já conta com cinco projetos relacionados à pesquisa de fosfato e mais alguns voltados para a área do potássio. Além disso, em 2021 a companhia já inicou mais dois projetos da mineração, o Projeto Verificação e Alvos Geofísicos – Oeste da Bahia (Fase II), localizado no contexto dos municípios de Correntina, Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, principal corredor agrícola do Estado; e o Projeto Reavaliação das Potencialidades Minerais – Bacia de Irecê (Fase II). Assim, a relevância da CBPM na produção desses minérios como forma de contornar o momento atual ainda precisa ser mais debatida dentro do cenário da mineração brasileira. 

Representantes do setor da mineração baiana destacam necessidade de investimentos em pesquisa e produção de fertilizantes no estado 

Todo o cenário atual de crise dos fertilizantes no território brasileiro abriu espaço para um grande debate em relação à falta de investimentos em pesquisa e produção em relação a esse produto no país. Essa discussão se agrava ainda mais quando o Brasil possui os meios necessários para ser autossuficiente na produção de fertilizantes, tomando como iniciativa os projetos de mineração de fosfato e potássio, mas ainda precisa ser abastecido de um país de fora. 

Assim, o presidente da CBPM, Antonio Carlos Tramm, ressaltou a relevância dos investimentos em pesquisa mineral no país e destacou que “Investimentos como os que estão sendo feitos pela CBPM são de grande importância para a ampliação da produção de fertilizantes. Essa dependência brasileira é inadmissível e insustentável e precisamos reverter essa situação investindo políticas públicas – de médio e longo prazo – eficientes, em pesquisa, em tecnologia e aproveitando de forma sustentável a nossa diversidade mineral”.

A CBPM afirma ainda que continuará com seus esforços para tornar essa uma discussão ainda mais relevante no cenário nacional e pretende utilizar a crise atual para abrir os olhos das organizações voltadas para o segmento da mineração, em relação ao que pode ser feito atualmente.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.