Thursday, 28 de October de 2021

Mineradora AngloGold Ashanti fará investimento bilionário para acabar com barragens residuais, gerando vagas de emprego no setor de mineração

Projeto da mineradora AngloGold Ashanti visa criar vagas de emprego para profissionais da mineração e exterminar barragens residuais

Resíduos de ouro produzido pela AngloGold Ashanti não possui serventia econômica no setor de mineração, resultando no acúmulo em barragens residuais, causando medo na população e efeitos negativos ao meio ambiente

Considerada uma das mineradoras mais antigas que atuam no Brasil, a empresa sul-africana, AngloGold Ashanti, está investindo R$ 1,6 bilhão em um novo projeto para a mineração, que será implementado em território brasileiro. Até essa quinta-feira, 16, a expectativa do projeto será abrir 2 mil novas vagas de emprego, nos estados onde os projetos irão funcionar. De forma sucinta, o objetivo principal desse investimento é a implementação de um sistema que seja eficiente para a produção de ouro, sendo esse, um sistema para filtragem e empilhamento a seco de rejeitos nas áreas onde há extração, excluindo o uso de barragens residuais.

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Fim das barragens: projeto da AngloGold Ashanti irá gerar vagas de emprego para setor de mineração e uma produção de ouro mais limpa

Para extrair os minérios das minas ou de outros locais, as mineradoras acabam por ficar sem saber o que fazer com os resíduos gerados. Assim, muitas são às vezes onde o meio ambiente é o que mais sofre com essas consequências. Uma forma encontrada por diversas empresas são as conhecidas barragens de resíduos de mineração. No entanto, após o desastre que aconteceu em Brumadinho, Minas Gerais, a preocupação ambiental e social fez com que as companhias repensassem se era realmente uma boa ideia.

Partindo desse pressuposto, a AngloGold Ashanti irá encerrar as suas barragens residuais provenientes da mineração. Evitando assim, os possíveis riscos que elas poderiam causar ao meio ambiente. Para que esse objetivo seja alcançado, a mineradora planeja ofertar 2 mil vagas de emprego para os Estados de Minas Gerais e Goiás. No entanto, ainda não há previsão para a abertura desse processo seletivo.

A ideia é que, para esse ano, os investimentos sejam para a aquisição de plantas de filtragem e nos terrenos que irão receber os rejeitos provenientes da produção do ouro. Como contribuição para o setor de mineração, a companhia sul-africana produz anualmente, 15 mil toneladas de ouro. Com tamanha produção, mais resíduos serão gerados, deixando a população onde as barragens estão situadas, em alerta.

Entretanto, de acordo com o vice-presidente da AngloGold Ashanti Brasil, Camilo Farace, a medida adotada com esse novo projeto não está relacionada com nenhum risco de segurança. Para ele, “é importante deixar claro que nossas barragens estão estáveis e seguras. São diariamente monitoradas, e dentro das normas exigidas. A decisão reforça o compromisso da companhia com tecnologias mais modernas”.

Decisão de pôr um fim nas barragens residuais foi tomada antes do rompimento em Brumadinho

Quando mencionamos sobre barragem, a primeira coisa que vem no pensamento é o desastre que ocorreu em Minas Gerais. Entretanto, Camilo Ferace garantiu que a decisão tomada pela mineradora sul-africana foi tomada antes do rompimento em Brumadinho, em 2019.

Para a AngloGold Ashanti, os rejeitos da mineração presentes em suas barragens não possuem nenhuma serventia econômica. Dessa forma, logo após a produção do ouro, as sobras são direcionadas para as barragens. Mas, com os novos investimentos, as barragens residuais deixarão de existir. Além de ajudar o meio ambiente, os novos projetos devem gerar novas vagas de emprego para a população local.

Descaracterização, será esse o processo em que as barragens irão passar, onde, após os rejeitos terem sido tratados, a área utilizada poderá ser integrada ao meio ambiente, normalmente. Porém, a previsão é de que ocorra somente em 2022, mas ainda esse ano, as barragens devem parar de receber rejeitos.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.