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AngloGold Ashanti: Empresa mineradora sul-africana faz parte da história do Brasil e gerou 5 mil empregos no país

agosto 10, 2022 às 4:47 pm
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Empresa mineradora sul-africana
Empresa mineradora sul-africana (Reprodução: divulgação)

A história do Brasil é permeada pela AngloGold Ashanti, uma empresa mineradora sul-africana que, no passado, já teve a autorização de Dom Pedro I para explorar o país! Em 2004, o Grupo AngloGold adquiriu a Ashanti Goldfields, mas a sua história não começou por aí. Há 188 anos, ela começou sua história na Saint John del Rey Mining Company, fundada por ingleses. Na época, Dom Pedro I permitiu a exploração da Mina Morro Velho em Nova Lima, Belo Horizonte.

Desde então, a empresa mineradora sul-africana passou por diversas expansões, teve quatro nomes diferentes, além de passar pelo controle de três grupos. Hoje, a AngloGold está listada nas bolsas de Nova York, Gana, Austrália e Joanesburgo, e é uma das maiores produtoras de ouro atuando no Brasil.

A história da AngloGold Ashanti começou em 1834, quando alguns ingleses tentavam extrair ouro na região de São João del Rey, sem sucesso. Assim, a empresa Saint John del Rey Mining Company, também fundada por ingleses, remaneja suas operações para a chamada Congonhas das Minas de Ouro, em Nova Lima.

Durante as primeiras décadas de operação da empresa mineradora sul-africana, predominava a mão de obra de pessoas escravizadas, como infelizmente ocorria na época. Entretanto, segundo Elmo Gomes, histórica de Nova Lima, isso mudou após a abolição em 1888, quando os trabalhadores passaram a ser remunerados.

Posteriormente, entre o final do século XIX e início do XX, os negócios da empresa mineradora sul-africana foram expandidos para outras minas, dessa vez na cidade vizinha, Raposos. Além disso, a AngloGold também tinha operações em Belo Horizonte. Nessa época, a planta metalúrgica da companhia em Nova Lima foi inaugurada.

AngloGold começa a gerar energia

Um dos marcos na empresa mineradora sul-africana foi a geração de energia elétrica em uma época em que poucos tinham acesso a esse recurso. Em 1904, com o aprofundamento da mina em Morro Velho, houve uma necessidade de ventilação, além de compressores e outros equipamentos para o transporte de materiais. Dessa forma, foi assim que surgiu a usina Rio do Peixe, com várias usinas em cascata usando o mesmo potencial hidráulico.

Para a instalação do Rio de Peixe, foram necessários três reservatórios artificiais (Codorna, Lagoas Grande e Miguelão). Na época, a usina forneceu energia para a mineradora de Morro Velho, assim como para Nova Lima. Posteriormente, com a geração própria, a Saint John Del Rey Mining Company disponibilizou um trem elétrico para ligar as operações em Nova Lima, Raposos e em Belo Horizonte, para fazer transporte de pessoas e cargas.

A criação de Morro Velho S.A.

Em 1960, tivemos uma grande mudança para a empresa mineradora sul-africana. Devido a legislação brasileira, que restringia o controle acionário de empresas por grupos estrangeiros, a Saint John Del Rey Mining Company foi vendida para o grupo Moreira Sales. Dessa forma, mudou o seu nome para MIneração Morro Velho S.A. Embora tenha mudado muita coisa durante esse processo, a mão de obra inglesa foi mantida, assim como as suas culturas.

Somente em 1975, a sul-africana AngloAmerican adquiriu o controle da Morro Velho. Sendo assim, marcou um terceiro ciclo de mudanças, além de novos investimentos, agora sob a estrutura de uma multinacional. A alteração de nome de Morro Velho para AngloGold ocorreu somente em 1999.

Uma nova jornada com a Ashanti

Somente em 2004, quando a empresa mineradora sul-africana adquiriu a Ashanti Goldfields Corporation, em Gana, e que a companhia se transformou na AngloGold Ashanti, nomeada assim até hoje. A partir de 2006, a Anglo American se desfez das ações da AngloGold Ashanti e, atualmente, não possui mais o controle acionário.

Desde então, diversos passos importantes foram dados pela empresa mineradora sul-africana. Um deles é a expansão das suas atividades para Goiás, onde foi adquirida a mina de Crixás, em 2012. Atualmente, as operações da companhia em Minas Gerais e Goiás gerou 5 mil empregos diretos, além de outros 7 mil indiretos.

Leia mais: Mineradora Maracá é responsável por contaminação de rio em Goiás e deverá pagar mais de mil exames a população.

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