Monday, 23 de May de 2022

Brasil irá receber mais de R$ 5 bilhões em investimentos para projetos de produção de níquel no território nacional, segundo Ibram

O Ibram comentou sobre o futuro da produção de níquel no Brasil e afirmou que os R$ 5 bilhões em investimentos para os projetos voltados para o minério irão trazer novas perspectivas para o segmento

O Ibram comentou sobre o futuro da produção de níquel no Brasil e afirmou que os R$ 5 bilhões em investimentos para os projetos voltados para o minério irão trazer novas perspectivas para o segmento

Com novas dinâmicas no mercado global causadas pelos conflitos entre a Ucrânia e a Rússia, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) comentou nesta última terça-feira, (22/03), sobre os investimentos futuros que a produção de níquel irá receber no país. Assim, serão mais de R$ 5 bilhões a serem aplicados em projetos que visam a expansão da exploração desse minério nas reservas brasileiras.

Outras notícias do setor:

Ibram afirma que Brasil irá receber investimento bilionário para expandir a produção de níquel por meio de projetos nacionais dentro do segmento nos próximos anos 

Os conflitos atuais que estão acontecendo entre a Rússia e a Ucrânia estão moldando novas dinâmicas dentro do mercado global, principalmente em relação à exportação de minérios, uma vez que a Rússia é uma gigante na exploração mineral. Assim, o Ibram comentou sobre as novas perspectivas para o setor da mineração no Brasil e afirmou que serão desenvolvidos novos projetos voltados para a produção de níquel no território nacional durante os próximos anos. 

Isso acontece pois, com a guerra entre os países, o Brasil passou a conviver com um déficit no abastecimento do minério, que vinha principalmente da nação russa. Assim, o Ibram destacou que, até o ano de 2025, o setor da mineração no Brasil irá receber em torno de R$ 5 bilhões para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e exploração mineral voltadas para o níquel, como forma de garantir que esse problema de abastecimento não volte a acontecer no futuro do país. Dentro desse montante, serão desenvolvidos um total de 4 projetos, operados por três empresas que estão visando uma expansão no ramo. 

A nova dinâmica na exportação de minérios no mercado internacional fez com que o valor do níquel subisse bastante e o material ficasse cada vez mais valorizado. Dessa forma, o objetivo do Ibram, em parceria com essas empresas do ramo da mineração, é garantir que o Brasil também se torne uma potência mundial em relação à exportação do níquel e, acima de tudo, que ele se torne autossuficiente para não necessitar do abastecimento de outros países como a própria Rússia. 

Empresas comentam sobre projetos de produção do níquel que serão desenvolvidos nos próximos 3 anos dentro do setor da mineração no Brasil 

O primeiro projeto de produção de níquel que será realizado no território nacional é o da empresa Piaui Níquel Metais, do grupo Brazilian Nickel, sediado em Londres, que será  localizado no município de Capitão Gervásio de Oliveira (PI) e tem previsão para o início das operações em junho, buscando, de cara, atingir uma capacidade de 1.500 toneladas por ano de níquel contido, como forma de garantir uma rápida expansão dentro do segmento no mercado nacional. 

Assim, o presidente da Piaui Níquel Metais, Guilherme Jácome, comentou sobre a iniciativa e as expectativas para a produção do metal no território nacional e destacou que “A produção inicial é pequena, mas estamos desenvolvendo o projeto básico da segunda fase, que prevê a produção de 25 mil toneladas de níquel contido por ano, com início das obras no primeiro semestre do ano que vem”. O executivo ainda afirmou que os investimentos estavam pertencendo à mineradora Vale, mas que agora a empresa assumiu a responsabilidade e não medirá esforços para fazer o projeto acontecer. 

Além desse, outros projetos estão sendo desenvolvidos para os próximos três anos, incluindo o da mineradora Anglo American e o da própria mineradora Vale. Assim, o setor da mineração no Brasil avança para expandir ainda mais a valorização e a produção desse minério.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.