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Alta do minério de ferro não é a única coisa que movimenta o mercado; confira algumas pautas do setor

julho 27, 2022 às 3:27 pm
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Alta do minério de ferro
Alta do minério de ferro (Reprodução: divulgação)

A alta do minério de ferro é um tema muito debatido em diversos setores brasileiros. Isso porque os principais indicadores do mercado internacional apontam um grande risco durante essa semana.

Pois diversos investidores esperam mais uma alta de juros nos Estados Unidos. Paralelamente, a Bolsa de Valores opera em alta no Ocidente, em um cenário onde o dólar recua.

Além disso, também há expectativas crescentes de que o Federal Reserve (Fed) tenha uma nova taxa de 0,75, contrario a acelerar para 1 p.p) durante a quarta-feira, 27, o que deixa os investidores em polvorosa. Caso confirmada, a alta de juros será responsável por elevar a taxa de referência do Fed para o intervalo entre 2,25% e 2,50%. Porém, especulações sobre uma possível recessão na maior economia do mundo ainda assusta a maioria dos investidores.

Isso porque a inversão da curva de juros estadunidense, onde os títulos de curto prazo estão pagando mais do que os longos, completou vinte dias nesta última segunda-feira, 25. Entretanto, esse tipo de fenômeno não está afetando somente a renda fixa dos Estados Unidos. Conforme o Financial Times, diversos grandes bancos da China já estão oferecendo menores taxas de juros em depósitos de curto prazo, em detrimento do longo prazo.

Embora diversos sinais apontem para a desaceleração da economia chinesa, diversos planos do governo para acelerar a economia local continuam no radar dos investidores. Na última terça-feira, 26, algumas perspectivas de forte recuperação da China no terceiro trimestre impulsionaram a melhor valorização do mercado do minério de ferro, em um levantamento da Reuters.

A valorização da commodity do minério de ferro chegou a crescer 9%. Esse salto pretende beneficiar o Ibovespa, devido à participação da Vale no mesmo índice. Dessa forma, as ADRs das mineradoras crescem mais de 1% somente no pré-mercado americano na última semana.

Paralelamente, o petróleo segue instável no mercado, com um valor abaixo de US$100. Até a última semana, o barril de petróleo era negociado acima de US$105, mas, houve uma grande desvalorização, onde estoques de gasolina americanos estão acima do esperado, sem contar os temores sobre os efeitos da alta de juros globais na demanda.

Leia mais: Cenário competitivo e previsão do mercado de ferro-nióbio para 2030 | CBMM, Niobec, CMOC International.

Semana intensa marca o mercado brasileiro

No mercado nacional, analistas e investidores podem esperar uma semana intensa. Além da decisão envolvendo o Fed, que afetou a economia do mundo inteiro, as atenções devem se voltar para os resultados de algumas das principais empresas do Brasil. Entre os balanços esperados para esta semana, temos a Petrobrás, Vale, Ambev e Santander, com previsão para divulgar na quinta-feira, 28.

Na última segunda-feira (25), os contratos de minério de ferro apresentaram um bom desempenho, conforme um rali de expectativas de uma recuperação econômica da China.

Isso porque o contrato de minério mais negociado no Dalian Commodity Exchange com entrega para setembro, encerrou suas negociações com alta de 7,1% a 711 yuans a tonelada, logo após atingir 723,50 yons mais cedo, atingindo o nível mais alto desde 14 de julho.

A alta afetou as mineradoras, que já operam com ganhos no período do dia. Por volta de 12h30, as ações da Gerdau eram as que mais se alavancam no setor, fechando em 2,39%, ou R$24,38. Depois, a CSN teve valorização de 2,36% a R$14,75, enquanto as ações da Usiminas subiram 1,91%, cerca de R$9,08.

A Vale fechou o dia com ganhos de 1,81% a R$70,48. CSN Mineração teve um desempenho positivo, com 0,59% a R$3,42.

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